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sábado, 14 de janeiro de 2012

Um Bode Emissário

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Um bode expiatório, é o que o ser humano procura para exorcizar todos seus demônios. No antigo Israel, havia esta figura, Azazel (עזאזל ̀aza’zel), que era escolhido por sorte e mandado ao deserto para levar consigo todos os pecados do povo, para a remoção completa da culpa;

O Sacerdote teria que jogar a sorte entre dois bodes, um seria sacrificado para Deus, e o outro abandonado no deserto para levar os pecados do povo para um lugar onde não houvesse ninguém (Lv 16: 17~21). Ressuscitando esta prática hoje, parece que desejamos que pessoas sirvam como nossos Bodes Emissários, que mesmo depois do sacrifício feito pelo Cordeiro do Senhor, SENTIMOS A VONTADE DE PEGAR UM ELEMENTO VIVO, impor as mãos sobre a cabeça deste, e transferir todos os nossos pecados para o nosso Azazel, e deixá-lo padecer no deserto de modo insensível e institucionalizado.

Apesar da simbologia do Bode Emissário ser a do esquecimento das falhas do povo, de como seriam perdoados, lançando no esquecimento para nunca mais se resgatar tais erros, nossa atitude para com aqueles que escolhemos para serem nossos Bodes Expiatórios, é a de lançá-los à própria sorte, para serem humilhados diante de todos, amigos ou inimigos, para que estes bodes se lembrem que falharam e que nunca serão perdoados, mesmo que tenham servido para levar a culpa de seus acusadores. Não temos a nobreza Divina de demonstrarmos o perdão, lavamos as mãos, e pelo carisma do povo crucificamos o inocente e o deixamos parecer tão culpado quanto o pior dos pecadores, marginalizamos o que foi resgatado, descremos da obra do perdão Divino e deixamos de perdoar as ofensas daqueles que nos atingem, não jogando no esquecimento como nos ensinou o Pai Eterno com este exemplo do Bode Emissário. Que deixemos a Lei e vivamos a Graça. Que abracemos ao invés de lavarmos as mãos! que não beijemos falsamente o rosto daqueles que confiam em nosso amor, nem matemos inocentes por sentirmos ameaça ao nosso trono! que não nos deixemos envolver pela beleza de quem nos pede a cabeça do inocente, nem caçoemos da hora de agonia de quem sem culpa está sendo crucificado injustamente; Que alimentemos o que tem fome, saciemos o que tem sede, vistamos os que encontram-se sem roupas, e visitemos os doentes, presos e desamparados! Seremos deste modo Benditos do Pai! Nenhum poder nos seria concedido se não procedesse do Alto, logo, temos o poder de perdoar, amar, procurar, amparar, ensinar... isto vem de Deus.

Perdoa as nossas ofensas
como também nós perdoamos
as pessoas que nos ofenderam (Mt 6: 12)

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