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domingo, 10 de outubro de 2010

Profetas, existem eles ainda hoje? - Parte IV

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O profeta no Antigo Testamento  
O termo “profeta” é repetido no Antigo Testamento aproximadamente 340 vezes. É bem verdade que estão nessa conta os profetas pagãos, mas a maioria se refere aos profetas judeus. Esses homens se destacaram em seu tempo por sua postura e fidelidade à vontade do Senhor. Muitos deles foram perseguidos por falar a verdade, mas isso não os abatia, muito pelo contrário, o Senhor concedia mais ousadia e poder perante seus algozes. Um exemplo disso foi o que ocorreu com o profeta Jeremias que foi castigado e preso por falar o que Zedequias, rei de Judá, não queria ouvir.
Os profetas do Antigo Testamento possuíam algumas características bastante peculiares que os diferencia dos profetas neotestamentários:
a.      Na maioria das vezes, suas mensagens iniciavam com a frase “Assim diz o Senhor”. Essa frase é utilizada exclusivamente pelos profetas do Antigo Testamento. Levando em consideração que o povo de Israel sempre esteve envolvido, de uma forma ou de outra, com o paganismo das terras pelas quais passou a possuir, esse prelúdio utilizado pelos profetas da Antiga Aliança servia como um divisor de águas entre a Palavra do Senhor e os ritos pagãos que muitas vezes envolviam a nação judaica.
b.      Outra característica dos profetas veterotestamentário era que os mesmos estavam sempre lidando com reis e o povo ao mesmo tempo. Nos tempos antigos muitos reis eram assessorados pelos profetas em momentos de decisões como foi o caso em que o profeta Eliseu aconselhou o rei de Israel a respeito de Naamã, comandante do exército do rei da Síria (2Rs 5.1ss). Por outro lado, em muitos casos, o Senhor repreendia os reis por meio de seus profetas como o caso do profeta Natã que repreende a Davi por seu pecado com Bate-Seba (2Sm 11.1-12.25). Por conta dessa característica muitos desses profetas eram perseguidos, açoitados e até mortos.
Tanto os profetas como os sacerdotes são figuras que se destacam na história do povo judeu. A grande diferença entre eles pode ser vista no gráfico da página seguinte. Enquanto os sacerdotes eram os representas do povo perante Deus, os profetas eram os representantes de Deus perante o povo. Tal característica colocava os profetas numa condição de risco tendo em vista que a mensagem trazida por eles nem sempre agradava ao povo, eram mensagens de repreensão e juízo. A exemplo dessa perseguição podemos citar os profetas Jeremias e Elias que foram perseguidos por falarem o que Deus mandou e não o que o povo e o rei queria ouvir.


O profeta no Novo Testamento
Como falamos anteriormente, o ministério profético no Novo Testamento possui características diferente e não inferior do ministério profético do Antigo Testamento. Enquanto que a maioria dos profetas veterotestamentário se relacionava muito com reis e com o povo, o profeta do Novo Testamento vai se relacionar muito com o povo e com a igreja.
Por conta de uma idéia equivocada de profeta, Infelizmente muitos cristãos hoje quando ouvem falar de profetas, acabam associando aos profetas do Antigo Testamento (Isaías, Elias, Ezequiel...), por essa razão, muitos não conseguem enxergar as grandes palavras proféticas descritas no Novo Testamento pelos profetas neotestamentário.  Aliás, quando falamos em profetas no Novo Testamento parece que o único nome que nos vem à mente o nome de João Batista. Mesmo estando no Novo Testamento João Batista não pertence a geração de profetas neotestamentários,  mas sim o último profeta da Antiga Aliança. Observemos o seguinte texto: A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele. (Lc 16.16). Jesus está colocando o ministério profético de João na mesma Aliança que os profetas veterotestamentário e não dizendo que o ministério profético se encerrou em João. Mais adiante trataremos com detalhe sobre esse tema em A contemporaneidade do ministério profético.
A grande dificuldade de identificarmos os profetas neotestamentário dá-se pelo fato dos mesmos aparecerem descritos no Novo Testamento pelos nomes de seus ministérios. Como assim? Partindo do princípio que profeta é aquele que, verdadeiramente, fala em nome do Senhor, encontramos vários profetas conhecidos por seus ministérios e dons. Vejamos o que o apóstolo Paulo diz em Ef 4.11-13, E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. O apóstolo Paulo está falando a igreja que estava em Éfeso, se o ministério profético tivesse terminado em João isso implicaria dizer que Paulo estaria orientando a igreja neotestamentária a respeito de um ministério extinto.
Com a instituição dos ministérios da igreja neotestamentária o nome profeta não era mais tanto usado como no Antigo Testamento, todavia o trabalho ou missão desenvolvida pelos profetas veterotestamentário passou a ser realizado pelo ministerial no Novo Testamento. Ao analisarmos o ofício dos profetas do Antigo Testamento percebemos com muita clareza que tal ofício está embutido dentro do ofício dos apóstolos, pastores e evangelistas do Novo Testamento. O grande problema não está no termo profeta, mas sim na qualidade e fidelidade dos que se dizem profetas do Senhor.
 O ministério profético foi fundamental para o povo judeu veterotestamentário, neotestamentário e ainda continua sendo fundamental para a igreja do século XXI. O grande problema hoje é identificarmos os verdadeiros profetas do Senhor. A exemplo  do profeta Balaão (Nm 22.5ss), que se vendeu aos moabitas e midianitas a fim de amaldiçoar o povo de Deus, muitos profetas de Deus hoje tem se vendido a sistemas religiosos e tem profetizado o que seus líderes e membros desejam ouvir e não o que o Senhor está mandando. Mas não é por conta desses “profetas corruptos” que vamos invalidar o ministério profético hoje. Como profetas de Deus devemos atentar para as palavras do apóstolo Pedro:

Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém!

Segundo o apóstolo Pedro as nossas palavras devem estar ancoradas nos princípios e padrões bíblicos de modo a glorificar ao Senhor com nosso testemunho de vida e obra.

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