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UBE(Blogs) - União de Blogueiros Evangélicos

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MOBILIZAÇÃO NACIONAL CONTRA O PLC 122/06

Posted: 22 Nov 2009 06:35 PM PST

IMAGEM: Resultado da Enquete em 22/11 (22h50)

A enquete sobre o PLC 122/06, ainda está no ar no site do Senado Federal, conforme link abaixo:

ENQUETE PLC 122 (Click e vote NÃO)

Enquanto isso, circula por e-mail uma lista divulgada pelo Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, presidente do Pró-Vida de Anápolis, com os nomes dos Senadores que aprovaram (mediante uma manobra), o PLC 122/06 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Aguardaremos a confirmação dos nomes para divulgação neste espaço.

Como evangélicos, já somos quase 50.000.000 (ou mais) no Brasil. Não vamos votar em partidos e em políticos que apoiam a Lei da Mordaça (PLC 122/06).

Vamos fazer uma campanha como nunca se viu antes na internet, nas igrejas e em todos os meios de comunicação de que dispomos.

Aguardem e verão!


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Pl 122/2006 - Efeito Colateral

A Sídrome de Saul e a difícil tarefa de Samuel


Sem Palavras Doces e nenhuma papa-na-língua, um famoso pastor discutiu abertamente em um site (Projeto Megafone) e posteriormente no blogue de propriedade do Ministro Cristão que se mostra ofendido pela repreensão 'sofrida', depois de ter cantado com um grupo católico (Rosa de Sarom) num show intitulado "Um só Deus", comenta-se inclusive que fora entoado um belo e harmoniso 'Ave Maria';

Depois de ter perdido a compostura em seu próprio blogue, o Pr. Ofendido (a quem passaremos a chamar de Pr. Rei Saul) rasgou o verbo e além de não digerir bem a repreensão dada pelo pastor visitante de sua página, respondendo de modo 'nada espiritual' aquele que simplesmente opunha-se contra seu feito em prol de 'multidões que se convertiam' em detrimento, segundo o Pr. Rei Saul, à "dois gatos pingados" que se converteriam no templo de seu indesejado visitante on line;

Diante das incisivas respostas do Pr. Leitor (que merecidamente chamaremos de Pr. Profeta Samuel), o Pr. Rei Saul não conteve seus dedinhos em digitar um seco, inesperado e grosseiro "Pense o que quiser" e depois um belo "vai cuidar de Sua vida", ainda coagindo o Seu Companheiro de Função (no caso, ambos são pastores) que sua postagem inicial (que classificou como ridícula), estaria na mão de seus advogados. Apenas para matar a curiosidade do leitor, segue o comentário do Pr. Profeta Samuel feita num Forúm Gospel em detrimento do Pr. Rei Saul:

19/09/2009)

"... Fiquei me questionando o que de fato foi o foco desse evento. Antes, é importante definir o que é um "foco". Creio ser algo que fica em evidência. neste exato momento com toda sinceridade de meu coração tento encontrar o foco desse evento. Encontrei: vocês. Sei que vivemos uma época em que a tolerância deve ser praticada, embora veja que os profetas de Deus sempre foram taxados de intolerantes (Acabe que o diga!), e nem por isso se intimidaram ou cederam à pressão da moda do momento. Estou também me perguntando sobre "o que realmente une" uma banda católica e um cantor evangélico no mesmo palco (antes eram púlpitos). E antes que me venham com essa conversa de que o que vale é a intensão do coração, já vou dizendo que boa intensão não muda a vontade de Deus. Davi teve boa intensão ao trazer a Arca de volta, mas não fez da forma correta. O resultado foi a reprovação de Deus. Por isso, neste exato momento não dá pra dizer que Deus reprovou e nem que Ele aprovou esse evento, e assim sendo, como mineiro que sou ficarei aguardando o que acontecerá. Se é "algo novo de Deus para nossas vidas", não me preocupo em participar pois, assim como a Graça de Deus veio para aqueles que nem a esperavam, esse "algo novo" (aliás, qual é o nome?), virá a mim também, pois, esse "algo novo" não será maior do que a Graça de Deus revelada em Cristo e recebida pela fé (da qual eu já participo), e por isso tenho a garantia de não ficar de fora desse "algo novo" se ele for de Deus. Agora, se for mais uma dessas modas contemporâneas, não perderei meu tempo, e nem o meu foco".


Após de Receber esta dura verdade, o Pr. Rei Saul agiu como seu personagem, preocupado não com a vontade de Deus, nem com o que está implícito na Palavra Sagrada, assim como Saul da tribo de Benjamim, preocupou-se mais com o que seus Anciãos iriam pensar e com o que o povo desejava de seu Rei, desprezando as ordens pré estabelecidas de Deus, ou com o arrepender-se mediante a repreensão do Senhor. (I Sm 15: 24, 30)

A Resposta do Pr. Rei Saul mais parecia um discurso de desconstrução daquilo que chamamos de rudimentos de fé, e com base única e exclusivamente em seu ministério e liderança, tendo como 'genuinidade' de seus feitos os não "dois gatos pingados" que se convertam em seus Cultos-shows, Apesar da coesão do Pr. Profeta Samuel em trazer-lhe a Palavra de Deus, o Pr. Rei não queria submeter-se a mensagem de Deus para sua vida. Com um resposta arrogante, desta em seu próprio blogue, o Pr. Rei Saul Chamou o Pr. Profeta Samuel de Infantil, além de tê-lo menosprezado com referindo-se a este como um "Tal", além de citar a graduação do Pr. Profeta Samuel, desdenhando-a pelo tempo de reconhecimento de seu seminário, além de se sobressair num pomposo manifesto de sua glória e esplendor, seguida de uma modéstia questionável para não sair tão apavonado em sua defesa, justificando-se de suas atitudes imaturas em hostilizar o Pr. Profeta Samuel, acusando-o redundantemente de infantil, batizando-o de aproveitador de fé, além tentar desfazer a ameaça jurídica bem entendida sobre as postagens entregues a seus advogados.

Retrucando de modo direto as catucadas do Rei, o Profeta mostra que não está alí para brincadeira, além de mostrar que currículo exige bem mais que sucesso e carisma, exige responsabilidade e compromisso direto com a Palavra Sagrada exaustivamente Estudada, além de mostrar o peso e o poder daquilo que externamos quando somos prenunciadores do evangelho de Cristo. Com categoria o Pr. Profeta Samuel mostrou que não era o Louco de pedar que pensou o Pr. Rei Saul.

Os Pastores a quem carinhosamente apelidamos de Saul e Samuel, são os Ministros Cristãos Pr. André Valadão (Igreja Batista da Alagoinha) e o Pr Olivar Alves Pereira (São José dos Campos – SP - Pastor Presbiteriano). A associação que fizemos serve para mostrar como as característica destes dois nomes bíblicos tem se manifestado não só na vida destes dois Homens, mais de muitos que por lutarem por si mesmo Afirmam o sentimento (Síndrome) do Rei Saul, preocupado com sua Glória, Reputação e Majestade, ao tempo que outros mesmo tornando-se conhecidos diante da defesa da Palavra de Deus mostram que é possível existir homens tão firmes, Coesos e sinceros diante de Deus como foi o Profeta e Juiz Samuel (que difícil tarefa!), criado na Casa do Sacerdote Eli, Junto a Hofni e Finéias - dois sacerdotes que por não respeitarem a palavra do Senhor trouxeram desgraça para o povo de Deus (1 Samuel 4:11)- Manteve, ainda que num meio desconfiguradamente Bíblico, uma postura que lhe garantiu uma comunhão com o Deus que é IMUTÁVEL. Por isso a todos que Sofrem a Síndrome do Rei Saul: Cuidado com o Suicídio!, e aos que possuem a difícil tarefa do Profeta Samuel: O senhor Confirmará cada palavra que sair da tua boca!.


Não Assumimos partidos, estamos do lado dos defensores da Palavra de Deus como que ela é, Pura e Infalível.

Os Debates destes dois Pastores estão nos links abaixo:
Gospel+ 1
Gospel+ 2



UM EXCELENTE ARTIGO DO DR. AUGUSTUS NICODEMUS

 
O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).

Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.

Infelizmente os evangélicos - ou uma parte deles - não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este, crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o pastor pião, que depois de falar línguas e profetizar rodopia como resultado da unção de Deus? (foto) Ou ainda, a "unção do leão" supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?

Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas - Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.

Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).

Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.

Eu não me envergonho da loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.



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União Abominável

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UNIÃO ABOMINÁVEL A DEUS!


1 Coríntios 6:10 Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.


Mais uma infeliz união. Além de infeliz, é completamente ABOMINÁVEL. Deus, o Senhor, o Criador, Aquele que criou Homem e Mulher, ABOMINA o casamento homossexual. Mas é exatamente o que querem esses DOIS HOMENS! CASAREM E TER FILHOS. Um dos noivos é o pastor Marcos Gladstone, fundador da Igreja Contemporânea, que acolhe todo tipo de "gêneros" em sua igreja. Uma igreja sem "preconceito" , um pastor sem "preconceito" , resultado: uma igreja de crentes sem Deus.

Romanos 1:27 E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
A Bíblia é bem clara quanto ao assunto, mas os defensores do casamento gay não se importam com a Palavra de Deus. Todos são descrentes, pois ninguém que ama a Deus é a favor de tão grande imoralidade, depravação. E não deve ser mesmo a favor de nenhuma, mesmo porque todas são iguais. o pecado é uma ofensa à santidade de Deus.


Atos dos Apóstolos 3:19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,
Deus é Deus de misericórdia e não deseja que o ímpio morra na sua impiedade. Há tempo sim de arrependimento. Muitos na igreja foram homossexuais, mas se converteram e foram transformados completamente pelo poder de Deus. 


I Coríntios 6:9-11 Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.
 O plano de Deus para o casamento sempre foi entre um homem e uma mulher. Muitos naquela época em Corinto haviam levado uma vida de envolvimento nesse pecado, mas foram lavados pelo sangue do Senhor Jesus, foram justificados em nome de Jesus e pelo Espírito do nosso Deus. Não eram mais efeminados ou sodomitas, eram a partir da conversão novas criaturas.  2 Coríntios 5:17 Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

 Mateus 19:4,6 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
 Deus não disse que um homem tinha que se unir com outro homem e serem uma só carne!!! Isso é abominação. Deus criou ADÃO E EVA, e não Adão e Adão, ou Eva e Eva. Deus criou Homem e Mulher, macho e fêmea os criou.

Levítico 18:22 Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é;
 Desde o começo que Deus já havia deixado registrado em Sua Santa Palavra o que pode e o que não pode. E o casamento homossexual está claramente explicado na Bíblia que é uma completa aberração e uma ABOMINAÇÃO a Deus merecendo a justa punição aos que o praticam.



Jeremias 44:4 E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio. 


Pastor Victor

Recebido Por E-mail



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Sudão: Selvagens assassinatos e Crucifixões (?)!!!

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Parece MENTIRA ou um grande engano, não? Eu também gostaria que fosse… Mas, infelizmente, não é.

Irmãos, cada vez mais estou convencido de que, enquanto tenho tempo e liberdade para Evangelizar, preciso fazer muito mais do que tenho feito até aqui… Me gastar muito mais do que me tenho gasto até aqui… Me lançar muito mais do que tenho me lançado até aqui… Enfim, preciso deixar o Espírito Santo me dominar e me converter mais e mais a cada dia, afim de poder dizer que "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim". (Gl 2,20)

Boa reflexão a todos!
Que o Senhor te abençoe e te guarde!

Protesto cristão no Sudão ante selvagens assassinatos e crucifixões

Nossas Irmãs do Sudão

Nossas Irmãs do Sudão

Bispo Hiiboro do Sudão pede ajuda internacional.

YAMBIO, segunda-feira, 21 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Cerca de vinte mil cristãos caminharam descalços cerca de três quilômetros no sul do Sudão, em um protesto silencioso pela incapacidade ou falta de vontade do Governo para proteger a região dos conflitos tribais que produziram derramamento de sangue.

A oração-protesto de três dias foi convocada por Dom Edward Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio, que informou de que o evento reuniu mais do dobro do número esperado.

O bispo falou da manifestação à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), uma organização internacional de caridade dedicada aos cristãos perseguidos e oprimidos. Sudão é a prioridade da organização na África.

Os cristãos marcharam em protesto por uma série de atentados mortais e atrozes em agosto.

Um grupo do Exército de Resistência do Senhor irrompeu na igreja de Nossa Senhora da Paz e profanou o edifício antes de sequestrar 17 pessoas, a maioria deles adolescentes e jovens.

Pouco depois, um dos sequestrados foi encontrado morto, atado a uma árvore e mutilado.

Dos 17 desaparecidos, três voltaram ao dia seguinte; não se sabe o paradeiro do resto.

Uma semana depois deste atentado, seis pessoas foram objeto de uma cilada em um bosque e cravadas com pedaços de madeira à terra. Quem descobriu os corpos vários dias mais tarde os comparou a uma grotesca cena de crucifixão.

Enquanto isso, chegaram informações de que outras doze pessoas foram sequestradas em outra aldeia próxima.

O bispo Hiiboro explica por que está pedindo ajuda internacional: "O Governo não se preocupa com o problema. Continuavam prometendo que tinham o assunto sob controle mas agora vemos a realidade".

"O que aconteceu em agosto constituiu um enorme choque para nós. Foi difícil assumir o fato de que estávamos expostos a semelhante risco", acrescentou.

"Depois disso, as pessoas continuavam vindo a mim com muito sofrimento nos olhos, rogando-me que fizesse algo sobre sua situação, conseguisse que seus filhos e netos desaparecidos retornassem", afirmou.

O bispo explicou que os três dias de oração e peregrinação se centraram em "enfrentar a situação do que aconteceu [no estado de] Equatoria ocidental e renovar nossa vida espiritual. Desejamos fazer um protesto silencioso para dizer ao Governo que as coisas não estão indo bem".


Fonte: Têmpera



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Igreja: Comunidade terapêutica


Luiz Henrique Solano Rossi
 
Por um modelo voltado para a integralidade e o crescimento do ser humano

INTRODUÇÃO

Um dos grandes desafios que temos pela frente é viver bem nesta sociedade denominada pelos estudiosos de pós-moderna. Algumas de suas características peculiares como competitividade, consumismo, utilitarismo, agressividade, perda de valores absolutos, relativização da verdade, etc., têm gerado indivíduos enfermos do ponto de vista da alma e dos relacionamentos.

Somos uma sociedade enferma. Que desaprendeu a amar, que estabeleceu a desconfiança como condição "sine qua non" na relação pessoal, que não sabe mais desenvolver relacionamentos saudáveis e profundos, que vive deprimida e angustiada, que perdeu a dimensão da comunidade e solidariedade, dando lugar a um estilo de vida egoísta, que não sabe mais construir pontes de comunicação que levem ao encontro do outro para a celebração da vida em verdade e em amor.

A igreja na sociedade pós-moderna também está enferma. Na ânsia de crescer numérica e financeiramente começou a priorizar os grandes projetos e as realizações de mega eventos, deixando de lado a importância dos relacionamentos. Tornou-se uma igreja realizadora, mas pouco relacional.

Como conseqüência, suas reuniões tornaram-se superficiais, sendo mais uma oportunidade para consumo de artigos religiosos e menos oportunidade para relacionamentos que possam curar as feridas e gerar vida em abundância.

As manifestações solidárias do Corpo de Cristo que expressavam preocupação pelo outro deram lugar à busca egoísta pelas bênçãos especiais e imediatas, as quais normalmente são entendidas como bem estar emocional e prosperidade material.

De um modo geral as igrejas perderam a visão de sua vocação como comunidade terapêutica. Deixaram de desenvolver programas que priorizem e facilitem relacionamentos, que ajudam no desenvolvimento da potencialidade de seus membros, que busquem a integralidade de cada um.

É justamente sob esta preocupação que fomos motivados a escrever este trabalho. Depois de onze anos no pastorado é mais forte ainda a convicção de que as igrejas relevantes deste século serão aquelas que tiverem como filosofia de ministério o objetivo de se desenvolverem como comunidade terapêutica, como parte de sua missão integral. Igrejas relacionais farão a diferença nesta geração.

O propósito deste trabalho é oferecer uma reflexão sobre a vocação terapêutica da igreja, a partir da necessidade de saúde integral de todo ser humano.

Procuraremos mostrar que as conseqüências da desintegração/separação impostas ao ser humano a partir da queda pode ser restaurada à medida que a igreja desenvolve programas que enriqueçam os relacionamentos e promovam cura.

Veremos que o ministério de Jesus foi um ministério de sanidade, à medida que promovia cura e salvação ao mesmo tempo, restaurando indivíduos em sua integralidade.

Finalmente, e esta talvez seja a parte mais importante deste trabalho, iremos refletir sobre o papel do pastor na transformação de uma igreja local em comunidade terapêutica. Veremos a relevância do ministério pastoral equipando a igreja para a sua missão de gerar cura para a nossa sociedade pós-moderna.

Esperamos que este trabalho de caráter essencialmente prático possa encorajar e ajudar outros a desenvolverem uma filosofia de ministério que priorize a igreja como comunidade do relacionamento.

 

2 – QUEM SOMOS NÓS – UM PERFIL DA NOSSA SOCIEDADE

A nossa sociedade pós-moderna apresenta muitos desafios para o ser humano neste novo século.

As características de uma sociedade utilitarista e acumuladora de bens têm levado indivíduos e famílias inteiras a fazer novas opções de valores, prioridades e estilo de vida. Não só isso, mas também a uma série de conseqüências que atingem diretamente a vida humana.

Gostaríamos de tentar traçar um perfil da sociedade em que vivemos e, conseqüentemente, daqueles que fazer parte da comunidade cristã, denominada igreja.

Solidão: As pessoas vivem sós no contexto urbano atual. Muitas têm imensa dificuldade em compartilhar suas vidas, temores e angústias. Apesar de necessitarem e até desejarem relacionamentos profundos, não conseguem romper com as barreiras e ir ao encontro do outro.

Permanecem assim como uma ilha, mesmo em meio a um sem número de pessoas. Buscam resolver sozinhas seus próprios conflitos e tentam satisfazer a si próprios..

O problema é que sozinho o indivíduo se torna mais vulnerável, fragilizado e na busca por satisfação pessoal ele encontrará mais angústia.

Numa era tecnológica como a que estamos vivendo, de rápida e fácil comunicação com o mundo, as pessoas ainda vivem o drama de se sentirem solitárias.

Competição: Nossa sociedade assumidamente capitalista e consumista tem gerado um conceito utilitarista das pessoas, fazendo-as crer que só terão valor se possuírem bens e estiverem participando da produção de outros bens.

O valor passa a ser no que se tem e não no que se é como pessoa.

Em função disso, as pessoas se tornam altamente competitivas, desconfiadas em seus relacionamentos, vendo o outro como franco adversário.

Logicamente, tal postura levou o ser humano a um isolamento planejado e destruidor, gerando um estilo egoísta de viver somado à atitudes nada humanas do ponto de vista da bondade e da generosidade para com o outro.

Descartabilidade: Numa sociedade consumista as pessoas se tornam descartáveis à medida que não conseguem produzir bens como antes. Tornam-se inaptas para o grande mercado.

A idéia da descartabilidade gera um sentimento de desvalor e inutilidade existencial, o qual desemboca em angústias, depressões e outras enfermidades da alma.

Nesse ponto, a maior necessidade do indivíduo é sentir-se capacitado e qualificado para viver com propósitos, desenvolvendo relacionamentos significativos.

Padrões errados de comportamento: Não é raro encontrarmos no aconselhamento pastoral pessoas honestas que lutam contra padrões inadequados de comportamento que adquiriram na infância por modelos ruins, os quais desembocam em alguns desvios, como práticas sexuais distorcidas, no hábito de mentir, dificuldade de desenvolver relacionamentos profundos e saudáveis, dificuldade em amar e ser amado, vícios, reações extremamente negativas, temperamento de difícil convivência, caráter falho, etc.

São as enfermidades que muitos tentam esconder ou racionalizar como se fosse algo normal.

Traumas interiores: Pessoas que não foram amadas quando pequenas, sentimentos de rejeição, crítica excessiva por parte dos pais, disciplina violenta, abuso sexual, lares desajustados, são algumas das situações que fazem as pessoas se sentirem presas a um passado triste e opressor, que as paralisa, bloqueando todo seu potencial de crescimento.

Tais pessoas gastam grande parte do seu tempo e energia tentando administrar seus traumas interiores, ficando assim sem energia para buscar o crescimento pessoal.

Medos/Temores/ Ansiedade: Vivemos no século da ansiedade e de todos os tipos de medo.

Nunca se consumiu tantos tranqüilizantes como antes, mesmo entre a população mais jovem.

É grande o número de pessoas que precisam lidar diariamente com seus medos e inseguranças, desde os mais simples e insignificantes até aqueles mais assustadores. O medo da morte, do desemprego, da doença, da perda da família, de ficar sem dinheiro, de ser assaltado, de ser rejeitado, são alguns exemplos de medos que tomam conta da nossa sociedade hoje.

Desintegração familiar: Já é sabido que a família não desempenha mais um papel central em nossa sociedade e nem é vista com a mesma importância de antes.

Isso não diminui, no entanto, o caráter integrador da família na vida de qualquer pessoa, sendo a instituição que ensina limites, forma o caráter, gera o senso de pertencer, dá identidade e equilíbrio emocional ao indivíduo. Mas o que se vê, porém, são pessoas vivendo sob o mesmo teto, sem compartilhar suas vidas e seus sentimentos mais profundos.

Poderíamos destacar ainda outras características da nossa sociedade pós-moderna e suas conseqüências para os nossos dias. No entanto, nosso objetivo é mostrar que as características acima apresentadas são nada mais que expressões do pecado na vida humana, os quais por sua vez levam a uma desintegração do ser.

Para aprofundarmos esta questão tentaremos no próximo ponto definir alguns conceitos importantes do ponto de vista bíblico e teológico, a fim de enriquecer nossa reflexão.

 

3 – SAÚDE INTEGRAL: UMA ANÁLISE BÍBLICO-TEOLÓGICA

Ao tratarmos desse assunto, contamos com as anotações de Larry Crabb (1998, p.42) o qual faz uma análise teológica muito interessante. A partir da noção de pecado como resultado da separação, sugere o autor que existe na experiência humana a realidade de quatro separações: separação de Deus (problemas espirituais) , separação dos outros seres humanos (problemas sociais e de relacionamentos interpessoais) , separação da natureza (problemas ecológicos e físicos) e separação de si mesmo (problemas psicológicos) .

Podemos dizer que os cristãos que vivem em comunidade tiveram resolvido o problema da primeira separação – a de Deus – no entanto ainda existem algumas a serem superadas.

A chave hermenêutica para entendermos este processo de enfermização do ser humano é justamente o cenário da queda. Entender esta questão, segundo Uriel Heckert, "é muito importante para entender-se a situação atual da humanidade e de cada um de nós. Está aí a raiz de toda ambivalência e inautenticidade que experimentamos" . (1985, p..12).

A partir da queda de Adão e Eva um processo de desintegração tomou conta do ser humano. Até então ele vivia em perfeita harmonia com seu Criador, com o outro ser humano e consigo mesmo. Podemos dizer que ele gozava de saúde plena, já que havia esta integração completa entre criatura-Criador, criatura-criatura, criatura-natureza.

O Dr. Zandrino nos diz que tal integração era perfeita e perceptível na ausência dos dois principais sintomas de enfermidade: a dor – sintoma de enfermidade física e o medo – sintoma de enfermidade psíquica (1986, p. 31).

O pecado trouxe conseqüências desastrosas concretas para o ser humano. "A desobediência do primeiro homem trouxe como conseqüência morte espiritual ou separação de Deus, o que também inclui morte física, que por sua vez também está relacionada com enfermidade, dor e perda da vida" (op.cit., p.38).

A enfermidade tem uma relação direta de causa e efeito com o pecado, o qual agiu como fator de desestabilização do ser humano.

A opção do ser humano em buscar sua autonomia e tornar-se o centro do universo fez dele um ser rebelado, enquanto negava sua condição de dependência de Deus negava também a razão de sua própria existência. Abre-se então o caminho para o pecado e o ser humano passa a viver um estilo de vida errando continuamente o alvo para o qual foi criado: a plenitude da comunhão com Deus. Como conseqüência ele se vê agora separado do seu Criador, separado do outro, e em crise consigo mesmo.

Separado de Deus, do outro e de si mesmo, o ser humano se viu enfermado do ponto de vista de sua existência, do sentido e propósito de vida. Desse modo, estar vivo é experimentar diariamente a dor e o peso da enfermidade.

O plano redentor de Deus, por sua vez, objetiva trazer de volta o ser humano ao seu estado original de integridade. Tal plano de redenção que encontramos em toda a Palavra de Deus inclui, ora salvação, ora cura para as enfermidades físicas.

A saúde integral, portanto, tem a ver com a plenitude da vida humana, no nível individual e coletivo, nas ralações harmoniosas e amorosas com Deus, com outros e com a natureza.

Se alguém perguntasse a resposta de Deus ao pecado, a resposta seria: salvação e saúde. Se perguntasse a respeito da resposta de Deus à enfermidade, a resposta seria: salvação e saúde também!

O conceito de saúde da Organização Mundial de Saúde é: "um estado de completo bem estar físico, mental e social".

No entanto, Uriel Heckert, citando Kingma, sugere um conceito cristão: "Saúde é um estado dinâmico de bem estar do indivíduo e da sociedade; um bem estar físico, mental, espiritual, econômico, político e social; em harmonia com os outros, com o meio ambiente e com Deus". (1985, pp.12-16).

Tal conceito amplia a idéia de saúde como algo que transcende a experiência humana individual e alcança uma dimensão coletiva, ecológica e espiritual.

É interessante quando analisamos alguns termos bíblicos relacionados, em sua raiz, à mesma idéia.

"Shalom" : expressa, além de 'paz', também 'saúde' num sentido bem amplo, 'renovação espiritual', 'reabilitação social'.

Também a palavra "Soteria" – "salvação" no grego, pode indicar 'totalidade da pessoa', ou simplesmente 'saúde'; ou seja, na soteriologia de Deus não está contemplada apenas a dimensão espiritual, senão também a totalidade do ser humano.

Como exemplo bíblico podemos citar a expressão "a tua fé te salvou", pronunciada por Jesus no evangelho de Lucas. A mesma aparece quatro vezes em Lucas: em 8:48 = mulher curada de hemorragia; em 17:19= a cura dos dez leprosos; em 18:42 = a cura da cegueira de Bartimeu; mas em 7:50 = perdão dos pecados da mulher.

Na verdade esta separação entre saúde e salvação que encontramos em nossa teologia é algo que faz parte apenas da nossa mentalidade ocidental, a qual adotou o dualismo grego da matéria e do espírito em sua filosofia e cosmovisão.

Para o médico e teólogo Anthony Allen o prejuízo desta opção é imenso, pois com isso "de uma só tacada tanto 'saúde' como 'salvação' deixaram de ter seu verdadeiro significado! Este dualismo prejudicou o cuidado integral da pessoa pelos serviços médicos. Também minou a missão declarada da espiritualidade em geral, e da igreja em particular, de proclamar e facilitar a verdadeira 'salvação' de pessoas." (1998, p.27).

Na prática, para a visão dualista ocidental os conceitos de pecado e salvação foram "espiritualizados e moralizados. A salvação foi relegada a um cenário forense ou judicial(... )salvação do pecado envolve nada mais do que arrependimento, perdão, punição vicária, transformação moral e a busca da perfeição moral (santidade)" (op..cit, p.29). Allen termina dizendo que "a salvação das escrituras é transformadora. Na bíblia, ser salvo significa ser transformado( ...)cura é transformação total; então, salvação e cura são uma e a mesma coisa" (op.cit., p.30).

Da mesma forma, Jaques Ellul, citado por Ricardo Zandrino diz: "a cura é juntamente corporal e espiritual. Cura e salvação são conceitos associados com freqüência" (1986, p.38)

Saúde e salvação, portanto, são termos superpostos e paralelos na teologia bíblica da redenção.. A teologia da salvação está certamente ligada à teologia da saúde!

 

4 – A IGREJA – DE SEUS DRAMAS À COMUNIDADE TERAPÊUTICA

Lembro-me de ter lido certa vez a respeito da igreja como sendo uma grande embarcação em alto mar, que vai resgatando muitos náufragos à medida que vai cortando o oceano. Pessoas que estavam morrendo afogadas têm assim a possibilidade de serem resgatadas da morte trágica.

Sendo assim, aquele se torna o navio dos ex-náufragos, habitado por pessoas que têm viva na memória a lembrança do seu salvamento, enquanto o navio continua sua missão de resgatar vidas.

No entanto, poderíamos dizer que esta é apenas parte do trabalho de resgate. Há um outro aspecto quanto aos resgatados que envolve seus ferimentos, lembranças infelizes, hematomas, fraturas, incapacidade para viver aquela nova situação, sofrimentos que precisam de cura....

Esta ilustração nos faz entender que a igreja é um lugar de pessoas salvas do pecado, mas que ainda carregam as conseqüências nefastas das expressões do pecado em suas vidas.

São distorções da personalidade por causa de uma má formação infantil, hábitos prejudiciais, patologias, sintomas psicológicos, padrões de comportamento inadequados, e uma série de fatores que levam os indivíduos a reconhecerem que, embora resgatados por Deus, ainda precisam de cura. Usando uma expressão teológica: "foram salvos, mas continuam sendo salvos a cada dia".

Após traçar o perfil para entender nossa sociedade e conhecer as características daqueles que se chegam para nossa comunidade, precisamos pensar em como a igreja os recebe, ou então, no tipo de ambiente que eles encontram. Via de regra, as igrejas não estão preparadas para receber as pessoas (os ex-náufragos) como comunidade de cura e geradora de saúde integral.

Se por um lado as pessoas chegam procurando um ambiente de amor, aceitação e cura para seus dramas, por outro lado encontramos muitas comunidades legalistas, rigorosas e de relacionamentos superficiais, o que de fato não ajuda em nada no estabelecimento de um ambiente propício para se abrirem à cura de Deus.

No entanto, entre muitas vocações, uma das que a igreja possui é a de ser comunidade terapêutica.

No seu livro, "Curar também é tarefa da igreja", o argentino Ricardo Zandrino deixa bem claro este chamado à comunidade terapêutica que o próprio Deus fez à igreja.

A grande chave para entender tal vocação é a imagem bíblica da igreja como Corpo de Cristo, cujos membros são habitados pelo Espírito Santo e dotados de dons espirituais a fim de equipar e preparar os crentes para o serviço e edificar o próprio Corpo.

Segundo Collins, "um dos propósitos principais do Corpo de Cristo é ajudar as pessoas (COLLINS: 1990, p.138).

Existem ainda outras imagens bíblicas da igreja que podem potencializar sua missão de ser um centro de cura, libertação, crescimento e potencialização, para o cumprimento de sua missão no mundo:

A igreja como Povo de Deus (2Co 6:16) – uma comunidade de cuidado mútuo unida por um pacto com Deus.

A igreja como comunidade do Espírito Santo (At 10:44-47) – uma comunidade redentora e curativa, através da qual o Espírito vivo pode atuar num mundo grandemente necessitado (CLINEBELL, 1987, p.61).

A igreja se caracteriza portanto como uma comunidade ajudadora, que otimiza o potencial de crescimento de seus membros, proporcionando às pessoas libertação de muitas questões que as impedem de crescer.

Ao oferecer um ambiente de comunhão, amor, serviço e crescimento, a igreja estará dando passos no sentido de cumprir sua vocação terapêutica.

Nossas necessidades mais profundas deveriam ser supridas na igreja, a partir de relacionamentos saudáveis entre seus membros.

Encontramos na Palavra de Deus cerca de 27 mandamentos recíprocos (daqueles que incluem a expressão "uns aos outros" no final). Todos eles têm a ver com o relacionamento, alguns para gerar, outros para proteger, outros para restaurar os relacionamentos. Quando vividos no contexto da igreja local, tais mandamentos produzirão libertação e cura para muitos.

A igreja local é responsável pela saúde integral de seus membros, e não apenas por sua vida espiritual como muitos pensam. É equivocada aquela idéia de que se alguém tem problemas físicos precisa ir ao médico, se problemas psicológicos tem que ir ao psicólogo, se problemas espirituais, precisa ir à igreja. Como já vimos anteriormente, o salvação de Deus alcança o ser humano na sua totalidade e não apenas espiritualmente.

A atividade da igreja não pode ser reduzida a um mero exercício cognitivo de aprendizagem intelectual, que a impede de desenvolver um programa de alcance integral do ser humano.

Para a igreja, entender a sua vocação terapêutica é ter a consciência de ser canal da graça curadora de Deus, a qual liberta o indivíduo para uma vida de crescimento e realizações.

A igreja de Cristo é, portanto, lugar das muitas manifestações terapêuticas e libertadoras de Deus em relação ao ser humano.

São muitos os testemunhos que ouvimos de pessoas que foram curadas do ponto de vista da alma, das emoções, na igreja e pela igreja; pessoas que receberam cura ao serem amadas, aceitas, tocadas, valorizadas.

Há que se dizer que a igreja, com todas as suas falhas, tem se tornado a única opção de relacionamentos terapêuticos dentro de uma sociedade secularizada e insensível para com as necessidades do outro. Nossa sociedade sofre de uma grande dificuldade em estabelecer relacionamentos saudáveis e profundos.

Poderíamos dizer que mesmo a família, para muitos, já não oferece um ambiente de ajuda e alívio, de modo que as esperanças de muitos vão se canalizando para aquelas igrejas que possuem uma proposta terapêutica de vida em comunidade, que de alguma forma responda às necessidades mais básicas do ser humano.

Não seria exagero afirmar, a partir de algumas observações pessoais, que algumas pessoas só recebem um abraço, ou um beijo, na sua comunidade local e em nenhum outro local, sendo que ali tais pessoas se sentem valorizadas e por isso ali permanecem.

Os estudos a respeito da relação membro-igreja nos tem mostrado que os membros permanecem numa determinada igreja local mais pelos relacionamentos e menos pela confissão doutrinária, ainda que esta última tenha a sua importância na vida de qualquer cristão. Em função disso, as igrejas que conseguirem desenvolver um ambiente que gere relacionamentos profundos e saudáveis estarão à frente para se tornarem relevantes nesse mundo pós-moderno.

Desenvolver a integralidade humana é o objetivo da igreja. Em razão disso, Clinebell defendeu que "a missão da igreja(...)é ser um centro de vida em abundância, um lugar em que se liberta, sustenta e potencializa vida em toda a sua plenitude, em indivíduos, em relações íntimas e na sociedade e suas instituições". (op. cit., p.27).

A igreja, na sua função terapêutica, precisa desenvolver várias qualidades básicas. Ricardo Zandrino sugere algumas para nossa reflexão (ZANDRINO, 1986, p.67)

1ª) Aceitação – a aceitação é necessidade básica no desenvolvimento da personalidade de qualquer ser humano. É a base do indivíduo.

A argumentação bíblica para esta atitude é o fato de que fomos aceitos por Deus em Sua família, através de Cristo. Se na família tal aceitação é importante, na igreja ela possibilita vida e alegria.

2ª) Confissão – trata-se de uma prática pouco desenvolvida na igreja. "A confissão a Deus encarnada no ouvido atento e perdoador do irmão é um recurso poderoso para promover saúde nos membros da igreja". (op. cit., p.68).

O próprio Davi descreveu as conseqüências físicas e emocionais de se carregar pecados sem jamais confessá-los (Salmo 32). A verdadeira confissão gera crescimento e saúde no Corpo de Cristo.

3ª) Perdão – a prática do perdão traz saúde ao indivíduo culpado, senso de libertação e renovação da própria vida. Livra-nos da culpa que paralisa e impede o crescimento para o qual fomos criados.

Uma igreja que pratica o perdão ensina a seus membros sobre a graça de Deus de uma forma mais eficaz. Proporciona ao outro um novo recomeço e a possibilidade de tentar mais uma vez. A igreja é o lugar dos recomeços!

4ª) Oração intercessória – orar/interceder por alguém traz saúde a quem quer que seja. Demonstra interesse e valorização, faz-nos aproximar do outro, movidos pela sensibilidade da dor e do sofrimento que alcança pessoas a quem amamos e que estão à nossa volta.

5ª) Contato físico – há uma necessidade de toque físico em cada um de nós. Toque que gera aceitação, manifesta carinho e cuidado. É o toque curador do abraço, do aperto de mão, do braço sobre o ombro do irmão.

Há um mistério no contato físico que pode consolar, encorajar, tirar a dor e até mesmo curar.

6ª) Louvor – O ato de louvor expressa atitude contrária à enfermidade. No louvor não há medo, nem recriminação, nem tristeza.

"O louvor provém de um coração alegre e de um povo agradecido". (op. cit.., p.76).

A ordem bíblica é bem clara: "Cantai ao Senhor um cântico novo" (Salmo 96:1).

"Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó altíssimo" (Salmo 92:1).

"Uma igreja que louva reflete maturidade e saúde e gera saúde e maturidade entre seus membros." (op.cit., 76).

"Está alguém alegre? Cante louvores." (Tiago 5:13b).

7ª) Outras expressões de serviço – à medida que como membros ajudamos uns aos outros nas mais diversas tarefas, mesmo naquelas pequenas, domésticas, suprimos expectativas daqueles que estão à nossa volta e assim geramos saúde para nós, para o outro e na comunidade local. 
 

5) JESUS COMO MODELO PARA UMA PASTORAL EM BUSCA DA SAÚDE INTEGRAL

Jesus, nosso mestre e Senhor, é também o grande modelo que a igreja tem para o cumprimento da sua missão integral no mundo.

Sendo assim, Jesus é também o modelo para uma poimênica que busca promover a saúde integral no ser humano e na sociedade.

O termo "poimênica" vem do grego "poimen" que significa "pastor". Sendo assim, a poimênica tem a ver com o trabalho pastoral de um modo geral..

Jesus relacionou seu ministério à questão da sanidade do indivíduo. Os seus milagres eram milagres de saúde, de sanidade física, psíquica ou mesmo espiritual. Encontramos nos evangelhos inúmeras narrativas que descrevem a ação salvadora de Jesus em direção às pessoas, curando-as de muitas maneiras.

Ao ser questionado pelos discípulos de João Batista sobre sua messianidade, Jesus respondeu: "...os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho" (Lc 7:22).

Mais uma vez a sanidade é descrita como evidência da presença do reino de Deus entre as pessoas. Confirma-se assim a premissa de que o plano redentor de Deus está voltado para o resgate da integralidade do ser humano.

O próprio Jesus é um modelo de saúde para todos nós, a começar pelo fato dele não ter sofrido a desintegração causada pelo pecado. Podemos, encontrar em sua vida e ministério alguns aspectos para uma poimênica libertadora e geradora de vida para muitos. Um modelo pastoral curador. Vejamos então alguns desses aspectos:

1º - olhar empático sobre as pessoas – no texto que narra a multiplicação dos pães a cena é precedida por um olhar compassivo de Jesus, que via a multidão como ovelhas sem pastor. Houve então uma identificação com aqueles que sofriam por alguma razão. Essa empatia leva ao segundo ponto.

2º - Atitude solícita – Jesus era alguém solícito, pronto, com um coração aberto para novos fatos e novas situações. Sua grande agenda eram as pessoas. Ele podia até abrir mão de um descanso pessoal em função da demanda de uma só pessoa ou de todo um grupo.

3º - atitude de aceitação – Jesus foi reprovado por várias autoridades religiosas exatamente por ter uma postura que aceitava muitos excluídos e enfermos da sociedade. Almoçava com pecadores, tinha discípulos nada convencionais e conversava com as prostitutas. Tal ação era profundamente libertadora.

4º - Atitude de perdão – Jesus era a expressão maior da graça de Deus e, portanto, do perdão divino. Sua reação para com a mulher pega em adultério (João 8) revela um Deus perdoador que dá a segunda chance concedendo libertação da culpa que aprisiona e impede o crescimento.

5º - Quebra de preconceitos – Jesus rompeu barreiras, questionou e quebrou paradigmas sem preocupar-se com as conseqüências para sua vida. Conversar com a mulher samaritana (João 4) além de romper a barreira cultural, curou a enfermidade do preconceito e gerou sanidade para toda uma aldeia.

6º - Através do serviço – provavelmente, o maior sinal de saúde integral de Jesus foi o fato de ter assumido uma posição de servo, que procurava estar entre as pessoas, aproveitando situações para servir e ministrar graça àqueles que dela necessitavam (Marcos 10:35-45). Lavar os pés dos discípulos é evidência clara de que a cura inicia-se com gestos concretos de serviço.

7º - Amar até a própria morte – paradoxalmente, a morte também gera vida, muita vida (Jo: 12:24). Jesus tomou sobre si nossas enfermidades (Is 53), compartilhou das nossas chagas e maldições por amor. Sua morte produziu sanidade na vida de muitos. O Seu amor pelos discípulos foi até o fim (Jo 13:1).

A pessoa e a presença de Jesus eram por si só expressões de sanidade e geradores de saúde para aqueles que com Ele conviviam. Sua capacidade de amar, Sua compaixão, Suas ações com o propósito de gerar integralidade na vida das pessoas, se tornaram pistas importantes para uma poimênica nos nossos dias, cujo objetivo deve ser levar a igreja a desenvolver modelo semelhante ao de Jesus, tornando-se assim uma comunidade de salvação e cura, de libertação para o desenvolvimento das potencialidades de seus membros

 

6) PASTOR NERVOSO, IGREJA NEURÓTICA - o ministério pastoral e a igreja terapêutica.

Queremos agora conversar sobre o papel do pastor na construção de uma igreja cuja vocação terapêutica encontre expressão concreta no seu dia a dia.

Já é um fato conhecido que, como conseqüência das funções desempenhadas, o pastor constitui uma figura com destaque e influência, O pastor influencia e molda opiniões, transmitindo uma visão de mundo aos seus ouvintes.

De modo muito natural, o pastor participa diretamente da vida das pessoas, intervindo, aconselhando, emitindo opiniões, etc.

Conforme Almir Linhares de Faria , no seu artigo "Implicações psicológicas da tarefa pastoral", a figura do pastor concentra um certo poder; assim, "a sua pessoa, seu modo de vida, seus sermões e suas diversas atividades pastorais fornecem padrões de referência para o comportamento e atitude de muitas pessoas." (1985, p.17).

Vemos então que o pastor está numa ampla esfera de influência na vida da comunidade. Esta, por sua vez, refletirá o estilo de vida e ministério do seu pastor.

Sendo assim, cabe ao pastor a responsabilidade de trabalhar a vida da igreja a fim de levá-la a desenvolver relacionamentos saudáveis, curadores, e gerar ambiente de solidariedade na igreja local.

Segundo Clinebell, "a poimênica e o aconselhamento pastoral são eficazes na medida em que ajudam as pessoas a aumentar sua capacidade de relacionar-se de maneiras que fomentem a integralidade nelas mesmas e nas outras pessoas." (CLINEBELL, 1987, P.30).

Na verdade, para o autor, o próprio objetivo da poimênica é a integralidade do ser humano. Isso significa que um ministério pastoral que não desemboque em cura, relacionamentos mais profundos e verdadeiros, ambiente de aceitação, etc, está absolutamente desfocado quanto à sua missão.

Um pouco antes, Clinebell declarara: "Poimênica é o ministério amplo e inclusivo de cura e crescimento mútuos dentro de uma congregação e de sua comunidade, durante todo o ciclo da vida." (op.cit., P.25).

Nesse sentido, alguns estudiosos têm proposto algumas funções no ministério pastoral, porque geram integralidade.. Senão vejamos:

1) O pastor como aquele que cura/cuida – trata-se do processo de sarar as feridas, gerando saúde física, emocional e espiritual, levando o indivíduo ao crescimento e restituindo- o à sua integralidade.

2) O pastor como aquele que sustenta – é o ato de ajudar alguém a suportar uma situação aparentemente impossível de ser transformada. Ex: uma doença incurável. Trata-se aqui do consolo e encorajamento para experimentar graça em meio ao caos.

3) O pastor como aquele que orienta – é o processo de dar conselho, dirigir e funcionar como uma autoridade. Ajudar as pessoas a aprenderem por si mesmas, ajudando-as também a fazer escolhas convictas e confiantes em situações que terão desdobramentos importantes no futuro.

4) O pastor como aquele que reconcilia – procura levar o ser humano a reconciliar- se com Deus, com o outro e consigo mesmo, seja através do perdão, da disciplina ou de uma consciência viva de pertencer ao povo de Deus.

5) O pastor como aquele que nutre – seu objetivo, segundo Clinebell, "é capacitar as pessoas a desenvolver as potencialidades que lhes foram dadas por Deus." (op.cit., p.40). Ao mesmo tempo significa nutrir com amor as pessoas, a cada dia, na totalidade de suas vidas.

À medida que entendemos que a igreja é uma comunidade terapêutica, uma comunidade da poimênica, que "presta assistência, promove cura e possibilita crescimento" (op.cit., p.33), então é certo dizer que também cabe ao pastor a tarefa de treinar a igreja nesta vocação, a fim de que seus membros desenvolvam na prática a verdade do 'sacerdócio universal de todos os santos', sendo ministros uns dos outros. "O papel do pastor consiste em treinar, inspirar e supervisionar as pessoas leigas no ministério de poimênicas destas." (op.cit., p.33).

Podemos perceber então a importância do trabalho pastoral na transformação de uma igreja local em comunidade terapêutica . Pastores saudáveis e equilibrados, ou pelo menos conscientes de suas limitações e em busca de sua integralidade, saberão orientar os membros rumo ao crescimento. Por outro lado, pastores sem esta consciência, desfocados de sua integralidade, dificultarão e prejudicarão o desenvolvimento dos membros de sua comunidade.

Poderíamos dizer então que, neste caso, pastores nervosos gerarão igrejas neuróticas.

Quão grande é a responsabilidade do pastor quanto ao bem estar e crescimento da igreja rumo ao cumprimento de sua missão integral!

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Refletir sobre a vocação terapêutica da igreja é também refletir sobre as mais variadas prioridades que, como igreja, vamos elegendo ao longo da nossa caminhada. Perguntas como: "O que é importante para nós?" e "Que tipo de igreja estamos construindo? " vão surgindo enquanto refletimos e requerem uma resposta.

Procuramos mostrar neste trabalho a necessidade premente pela busca de uma igreja relacional, cujo ambiente de amor e aceitação possa gerar esperanças e encorajamento no coração daqueles que da igreja se aproximam. Para que isso aconteça a igreja precisa ser uma comunidade mais de relacionamentos e menos de realizações.

Como alcançar este propósito? São muitas as maneiras, mas talvez possamos oferecer algumas pistas:

1ª) Ser uma igreja relacional deve fazer parte da declaração de missão da igreja;

2ª) Esta convicção deve fazer parte da convicção ministerial do pastor, bem como de toda a liderança;

3ª) Desenvolver programas que facilitem o encontro e o relacionamento entre seus membros, de modo que os mandamentos recíprocos encontrem ambiente para serem praticados. P. ex., grupos pequenos, ministério de discipulado, encontros acampamentos, etc.

4ª) Promover ambiente alegre e informal nas reuniões, nos cultos, sem contudo perder a reverência e o respeito que os momentos exigem;

5ª) Ministrações à igreja sobre relacionamentos através do púlpito, boletins, aconselhamento pessoal, estudos bíblicos, etc.

6ª) Começar pela liderança maior da igreja. A relação pastor-líderes deve ser uma relação de amor, aliança e cumplicidade, não permitindo que as tensões normais do dia a dia da igreja ganhem contornos de problema de relacionamento entre a liderança.

É sempre bom lembrar que uma igreja jamais irá além de onde está sua liderança, portanto, tudo começa e termina com os líderes!

7ª) Treinar os membros para que desenvolvam seus dons espirituais a fim de ministrarem uns aos outros e desenvolverem eles próprios seu ministério de poimênica;

8ª) Avaliação constante da saúde da igreja. Certamente existem bons materiais para isso, no entanto gostaria de indicar o capítulo 12 do livro "Creating a healthier church – family systems theory, leadership and congregational life", de R. W. Richardson (1996, pp.159-183), onde o autor oferece parâmetros para tal avaliação.

Entendemos que há ainda muito a se discutir sobre este tema, no entanto, coube-nos a tarefa de despertar a atenção dos líderes para este aspecto tão importante para a vida da igreja.

Lembro-me de ter ouvido certa vez, em meio a um congresso sobre a batalha espiritual na qual estamos inseridos, uma frase que acentuou ainda mais esta nossa convicção quanto à vocação terapêutica da igreja: "A igreja, antes de ser um quartel general é a comunidade do amor!"

Este é o nosso desejo e assim esperamos que seja.

Amém!
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALLEN, E. A., Saúde integral a partir da igreja local. Curitiba, Ed. Descoberta, 1998
ARNOLD, W. V., Introduction to pastoral care. Philadelphia, The Westminster Press, 1982
CLINEBELL, H. J., Aconselhamento pastoral – um modelo centrado em libertação e crescimento. São Paulo, Ed. Paulinas e Ed. Sinodal, 1987
COLLINS, G. R., Ajudando uns aos outros pelo aconselhamento. São Paulo, Ed. Vida Nova, 2ed, 1990
CRABB, L., Princípios básicos de aconselhamento bíblico. Brasília, Ed. Refúgio, 2ed, 1998
FARIA, A. L., Implicações psicológicas da tarefa pastoral, In: Saúde pastoral e comunitária, LISBOA, A. H.(org), São Paulo, CPPC, 2ed., 1985,pp.16-18
HECKERT, U., A busca da integridade, In: Saúde pastoral e comunitária, LISBOA, A. H.(org), São Paulo, CPPC, 2ed., 1985, pp.12-16
LEÓN, J. A., Introdução à psicologia pastoral. São Leopoldo, Ed. Sinodal, 1996
RICHARDSON, R. W., Creating a Healthier Church – family systems theory, leadership and congregational life. Minneapolis, Fortress Press, 1996
VV. AA., Psicologia e ajuda pastoral, São Paulo, CPPC e Nascente – Livraria e Editora Ltda, 1985
VANIER, J., Comunidade, lugar do perdão e da festa. São Paulo, Paulinas, 3ed., 1985
ZANDRINO, R., Curar também é tarefa da igreja, São Paulo, CPPC, 1986
 
 
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Deus, nos socorra neste mundo de infames!!


DESCONSTRUÇÃO, esta é a palavra da vez. Em todos os âmbitos: Sociais, Psicológicos, Moral, Familiar, e pra não ficar de fora o TEOLÓGICO!

A cada dia uma moda, uma frase, um, gesto, uma lei, uma imposição, uma piadinha... e assim a Sociedade vai se desmontando, escondendo, omitindo, modificando peças do seu mosaico de épocas, a fim de viver um momento de profundo impacto nos indivíduos que a compõe.

O pior que esta síndrome do roer unhas, não está atrelado à pessoas inseguras, nem pessoas indoutas; esta autodestruição visivelmente aclamada pela sociedade quase que geral, vem dos meios acadêmicos, eclesiásticos, de lideranças, e coma contribuição da grande massa burra social, dia-a-dia, movimentos de desapego à princípios, de imposição de gênero comportamental, e de práticas extirpadas pela própria sociedade vem ganhando forças e apoio do próprio governo, que ao invés de lutar pelo interesse comum à todos, passa a unir esforços para garantir caprichos de poucos.

Deixando de lado o sistema secular, que literalmente jaz no maligno, observamos como existem cristãos "caras-de-pau"! Apoiado no nome de Jesus fazem as maiores barbáries para juntarem tesouros na terra! Um bando de desalmados, sem esperança no Nome daquele que é o motivo de tudo existir, o qual usam sem escrúpulos para na melhor das hipóteses massagearem seu Ego; Usando as palavras do Mestre: "Lobos devoradores vestidos de ovelhas" (Mateus 7:15).

Com esta Desconstrução Social que ovaciona simplesmente o eu podre do homem, chegando às margens de nossa esfera, podemos levantar as mãos para os céus e saber que nem um til ou um J daquilo que o Senhor disse deixou de acontecer; Como é bom descansar na segurança que há no Senhor, onde não existem sombras de variação!!!! (Malaquias 3:6). Quem quiser que seja louco o suficiente e tente viver sem esse Deus, que vem ser socorro bem presente nesta hora angustiantes que estamos vivenciando neste mundo; Que venha desconstruções, o que podemos fazer é nos apoiar na palavra do Senhor, que nos fará assim como Ele, permanecendo para sempre!!! (Salmos 33:11 Salmos 125:1 Lamentações 5:19 Daniel 6:26 Lc 1: 37 João 12:34 Hebreus 7:24 )


Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
1 Pedro 1:25 1 João 2:17

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Fé racional ou crença irracional?




1 PEDRO 3:15 - Por que Pedro ordena aos crentes que raciocinem sob e sua fé, já que a Bíblia diz em outro texto para simplesmente crerem?


PROBLEMA: Vez após vez as Escrituras insistem em dizer que basta simplesmente crer em Jesus Cristo (cf. Jo 3:16; At 16:31). Hebreus declara que "sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11:6). Paulo afirmou que "O mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus" (1 Co 1:21, R-1BB). Contudo, Pedro instrui os crentes a "responder", a dar a "razão" de sua fé. A fé e a razão não se opõem entre si?

SOLUÇÃO: A fé e a razão não são mutuamente exclusivas. Não se deve crer em alguma coisa sem antes verificar se tal coisa é digna de ser objeto da nossa crença. Por exemplo, bem poucas pessoas se submeteriam a uma grave operação médica por uma pessoa totalmente desconhecida, de quem não se tenha informação alguma, a não ser a suspeita de que seja um charlatão. Da mesma maneira, Deus não exige de nós que exerçamos uma fé cega.

Como Deus é um Deus racional (Is 1:18), e como nos fez criaturas racionais à sua imagem (Gn 1:27; Cl 3:10), ele quer que olhemos antes de pularmos. Nenhuma pessoa racional deve pisar num elevador sem primeiro constatar que nele há um piso. De igual modo, Deus quer que o nosso passo de fé seja dado à luz da evidência, e não como um salto no escuro.

A Bíblia é cheia de exortações para que façamos uso da razão. Jesus ordenou: "Amarás o Senhor teu Deus... de todo o teu entendimento" (Mt 22:37; grifos do autor em todas as citações aqui). Paulo disse também: "tudo o que é verdadeiro,. .. nisso pensai" (Fp 4:8, R-IBB, SBTB). Paulo ainda "argumentava. .. com os judeus" (At 17:17, R-IBB) e com os filósofos no Areópago (v. 22ss), ganhando muitos para Cristo (v. 34). Os bispos foram instruídos a "encorajar a outros pela sã doutrina e... refutar os que se opõem a ela" (Tt 1:9, EC). Paulo declara ter sido "posto para defesa do evangelho" (Fp 1:17, SBTB). Judas instou conosco para batalharmos "diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3, SBTB). E Pedro ordenou que estivéssemos "sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1 Pe 3:15).

Há dois tipos de fé. O entendimento da relação entre esses dois tipos é uma chave para discernirmos a relação que há entre a fé e a razão.

FÉ:

QUE > Anterior, Com evidência, Mente, Prova, Razão humana.
EM > Posterior, Sem evidência, Vontade, Persuasão, Espírito Santo
.

O diabo crê que Deus existe, mas ele não crê em Deus. A fé que está no âmbito da mente funciona com base numa evidência que a razão humana pode ver. A fé em Deus (em Cristo), entretanto, é um ato da vontade humana, sob a persuasão do Espírito Santo. Portanto, "crer que" nunca salvará ninguém (cf. Tg 2:14-20) - somente crer em Cristo é que proporcionará isso.

Entretanto, nenhuma pessoa, por ser racional, deveria crer em alguma coisa, a menos que primeiro tivesse evidências para crer que isso fosse verdadeiro. Nenhum viajante sensível entra num avião que esteja com uma das asas quebrada. Assim, a razão é válida como base para se crer que, mas é uma exigência errada para se crerem (cf. Jo 20:27-29).

Fonte: Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia.
Autores: Norman Geisler e Thomas Howe

"... até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo". Efésios 4:13

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