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sábado, 1 de março de 2008

O Ensino Religioso nos dias atuais




Ao nos depararmos com o a atual metodologia de ensino, encontramos de modo constante, renovações que contribuem ao aprendizado de Jovens e Adultos, onde muitas dessas renovações têm suas origens em conceitos da psicologia moderna, neurologia e psicanálise; O que consideramos pedagogicamente correto em um aprendizado, vem da referência que temos de ensino; contemporaneamente, o aprendizado mostra-se inundado por técnicas e conceitos humanos que dinamicamente tentam envolver seus “alvos” de modo menos drásticos, a fim de se evitar uma aversão ao ensinamento.


Em décadas passadas, era comum ouvirmos falar de métodos repressivos como palmatória, obrigar a criança ajoelhar-se em grãos de milhos, etc., a fim de se adquirir daquele aprendiz o máximo de disciplina na aula, respeito ao lecionador, e fidelidade na execução de exercícios assim aplicados pelo professor. Tais práticas, hoje soam como absurdas, violentas, inadequadas e impróprias para qualquer tipo de aprendizado. Na idade média, onde imperava a visão Religiosa, o acesso ao aprendizado era restrito a nobreza e ao clero, ficando excluídos da alfabetização a classe camponesa, havendo nesta, raros casos de indivíduos alfabetizados, o que ocasionava sua submissão permanente, além do mais, o ensino religioso ora passado, era distorcido, assombrando estes a serem sempre submissos a tais domínios. Após o iluminismo o homem logrou, ainda que restrito, o direito à indagação, o acesso aos escritos sacros e as antigas ciências consideradas pagãs, o que lhe abriu o horizonte para o além religioso, permitindo-lhe a exploração completa de todo seu potencial de aprendizado, formando um caráter mais aberto a novas metodologias de ensino. permitindo-lhe a exploraçantigas ciubsado, era distorcido, assombrando estes a serem sempre submissos a tais dominios.


Entretanto, numa comparativa com a palavra de Deus, vemos que alguns princípios deixados pelo Criador, em seu Modelo de Ensino, foram bruscamente desprezados; quando nos deparamos com os exemplos escritos nas sagradas escrituras, entendemos que a aprendizagem dava-se em consideração aos Estatutos Divinos, a fim de que aquele que procedesse em conformidade com o ensinado, vivesse a promessa, numa perspectiva sobrenatural e teológica, a qual exigia total dependência do Senhor e conhecimento de sua eterna e exclusiva existência como Deus. Hoje, o ensino religioso mostra-se voltado a conceitos humanos que nada lembram os princípios dos estatutos Divinos; em conseqüência, podemos citar os extensos exemplos de homens que, mediante a atual metodologia de ensino religioso, desviaram-se dos rudimentos bíblicos (1Tm 4:1~8), enveredando-se por caminhos tortuosos e confusos, e ainda que estivessem no meio do povo de Deus, cauterizaram suas mentes, fazendo-se assim, difusores de heresias. Outro aspecto encontrado no Modelo de Ensino Divino (MED), é o de diferenciar o povo a quem o ensino foi ministrado. Os registros de Dt. 4:4~9, mostram-nos que o intuito do Senhor para com a nação de Israel em ensinar-lha seus estatutos, residia no sentimento de mostrar as demais nações a justiça, fidelidade e benefício do Senhor para com aquela nação fiel. Os atributos e bênçãos Divinas para com aquele povo seriam como um chamariz para o resto do mundo; o temor ao Senhor traria para nação de Israel o conhecimento dos segredos de Deus (Sl 25:14, 111:10, Pv 2:1~11), fazendo com que as demais nações reconhecesse a verdade de Deus através de Israel. Nos dia atuais, repetimos os passos de Israel, desviando-nos dos conceitos morais e espirituais do MED; O Eterno passará toda uma didática ao seu povo, para que as demais gerações advindas futuramente, não desconhecessem os ensinamentos antes deixados; de modo dinâmico, Deus estabelecera um método em que seu povo todos os dias lembrassem e ensinassem Seus estatutos (Dt 6:6~9), de modo que suas crianças tivessem-no decorados em suas mentes.


Com isso, vemos que Deus como mestre, ensinou a seu povo Israel os princípios que estes deveriam trilhar a fim de adquirir Dele sua cooperação e misericórdia. Logo deduzimos que o ensino religioso tinha, além do sentido moral, uma incontestável esfera espiritual. Com o desenvolvimento da nação, Deus permite que se desenvolva no meio do povo um Organismo Educacional (OE), passando de modo didático a responsabilidade parta os pais de educar agora os seus filhos; embora no MED a ordem Divina existisse em educar e ensinar as crianças nos estatutos Divinos, agora a nação possuía um complexo sistema social; o OE exigia agora que ambos os pais desempenhassem uma função docente para com seus filhos, desde o ensino de uma profissão, aprendizado de trabalhos domésticos, conduta moral até uma introdução ao conhecimento do Ser divino, ficando por parte dos rabinos, o ensinamento mais direcionado das escrituras, nas sinagogas, onde funcionava uma espécie de escola; constatamos o desenvolvimento tecnológico do ensino. Fora nesse ambiente que nascera Jesus, com toda esta estrutura pedagógica, a qual respeitava e submetia-se, entretanto, tornou-se mestre, sem assim passar pela classe sacerdotal, o que era uma exigência na época (Lc 20:2), motivo este que seus acusadores questionavam sua autoridade, mostrando dessa forma a condição sobrenatural que superava a organizacional, salientando a existência espiritual da vocação divina no ensino religioso e na autoridade espiritual ao tangível de títulos dado por Deus e reconhecidos pelos homens (Lc 20:2~7);


Como se é dado o ensino religioso nos dias atuais? É lógico que não poderíamos exigir que os métodos fossem os mesmos do período do cativeiro de Israel ou do tempo de Cristo, acreditamos na evolução tecnológica da pedagogia, não podemos imaginar como seriam uma aula sem os conceitos neurolingüísticos, psicológicos, ou sem uma leve noção psicanalítica. o homem moderno, embora desconheça o seu envolvimento com estas técnicas, vê-se envolvido por todos os métodos subseqüentes destas práticas, o que para este torna-se inaceitável a aplicação de qualquer método sem as bases acima mencionadas, todavia, não se admite que tais técnicas superem a autoridade espiritual incutida no ensino religioso. Seria sumariamente, o mesmo que afirmar, que o decálogo de Deus, dado por Moisés possuísse apenas o caráter moral sem o espiritual. O grande ponto de divergência com os princípios bíblicos da Metodologia de Ensino Moderna (MEM), não se encontra nas suas bases modernas de ensinos psicológicos ou filosóficos, e sim na descaracterização da essência espiritual deixada pelo MED. O mais intrigante é que não estamos falando do ensino religioso secular, sobre o qual não repousa a responsabilidade de seguir o MED, o ensino dentro da igreja tem sofrido deste mal, não só nas igrejas, como também nos Seminários, Escolas Bíblicas ou Instituições que cuidam do ensino da palavra de Deus. A nossa MEM possui toda possibilidade de dar certo, exceto pelo seguinte fato: a cauterização da mente humana (1Tm 4:2). É o que chamamos de Apostasia da nossa Metodologia (1Tm 4:1~9).


Pratica e Teoria, existe diferença?
Em Mateus 23: 1~3, temos: “Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus. Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem”. Em um de seus discursos mais duros e diretos, Jesus exorta o povo a terem cuidado ao seguirem as ordens farisaicas; com certeza, o intuito maior do nosso mestre, fora o de salientar a importância da prática daquilo que pregamos. Existe um grande diferencial da prática para a teoria; a primeira consiste na execução da segunda, mas, a segunda por sua vez, encontra-se desobrigada com a primeira.


Esse era o erro dos Fariseus. Preferiam a teoria, e quando assim a praticavam, desprezavam seu sentido semântico, abraçando o que tal atitude lhe proporcionaria perante os homens. O Rabino deveria, portanto ser um exemplo para a educação das crianças, cumprindo todos os preceitos morais (essencialmente), mesmo que teologicamente não cumprisse com o MED.




O que necessita ser mudado?


Tecnicamente, estamos inchados de conhecimentos, bem supridos de doutores, e amparados por nossas máquinas de multimídia e nossos prédios apropriados. Aparentemente, nada mais se necessitaria para a boa estrutura pedagógica do ensino, isso se estivéssemos deixando de lado a essência do ensino religioso. Como vimos no início, o propósito divino em educar seu povo, consistia em diferenciá-lo, torna-lo como um chamariz para os demais povos. Talvez o que deva ser mudado, não está em como aplicamos o ensino, e sim, o que nos leva ao ensino. Devemos mudar nossas intenções, não lecionar por mera necessidade de ser notados, por mero orgulho; devemos mudar nossos propósitos em concluir um seminário. Devemos lembra-nos que o maior serve ao menor, e que o nosso propósito venha ser o aperfeiçoamento da obra. As nossas atitudes só mudarão a partir do momento que mudarmos nossos objetivos. Devemos enfocar o sobrenatural, do mesmo modo que frisamos o doutrinário. A oração deve ser uma constante junto com a incessante leitura da palavra. Deixar o legalismo religioso de lado, a fim de viver o verdadeiro ensino que se encontra na Palavra de Deus. Voltarmos a Deus com o coração aberto a aceitar suas reivindicações, que se resume numa só: Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração (Dt 6:5~6).






João Batista Gregório Jr.

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