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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Profetas, existem eles ainda hoje? - Parte V







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Características do ofício de um profeta

Enquanto os sacerdotes levavam a Deus as necessidades e pecados do povo  por meio do ritos cerimoniais, os profetas levavam ao povo a vontade e, muitas vezes, a indiguinação de Deus por conta da apostasia de Israel. Porém quando falamos em ofício de um profeta não significa dizer que todos os profetas fizeram ou farão exatamente o que outros fizeram, pois cada um desenvolverá seu ministério segundo a vontade de Deus e não a sua própria vontade. Excerto os profetas que apostataram da fé (Lm 4.13), os demais profetas falaram as palavras de Deus, mas nem todos operaram milagres como, por exemplo, Joel, Amós, Obadias... Que desenvolveram um importante papel como profeta de Deus, mas não operaram nenhum milagre. Isso é um exemplo claro da diversidade do ministério profético do Senhor.
 Dentre as muitas características do ofício de um profeta podemos destacar três principais:
a)      Mestres - Em determinadas situações os profetas, que também eram exímios conhecedores da Lei, atuavam como mestres no meio do povo. Como muitos deles eram itinerantes, andavam entre as tribos ensinando a Lei do Senhor ao povo judeu.
b)      Reformadores – quando o povo se esquecia dos feitos do Senhor e o abandonava se envolvendo na apostasia era função dos profetas revelarem ao povo seus pecados de modo a se arrependerem e voltarem a ter comunhão com o Senhor (1Rs 18.22-39;21.17-29; Jr 21.1-14;23.1-4)
c)      Operadores de milagres – Em muitos casos a atuação do profeta  resultava na operação de milagres para uma evidenciação do poder de Deus em favor de seu povo:
                                                             I.            Moisés – As dez pragas no Egito (Ex 7.12)
                                                           II.            Eliseu transforma saudáveis as águas (2Rs 2.19-22)
                                                         III.            Eliseu aumentou o óleo da viúva (2Rs 4.1-7)
                                                        IV.            Elias ressuscitou o filho da viúva (1Rs 17.17-24)

Como já vimos anteriormente, o profeta falava por orientação do Senhor, não somente o futuro como também trazia a existência coisas do passado que eram de suma importância para resolução de coisas do presente. Tanto no Antigo como no Novo Testamento temos exemplos de profetas trazendo a existência coisas do passado como o caso de:
a)      Natã revelando o pecado de Davi com Bate-Seba (2Sm 11.1-12.25)
b)      Pedro revelando o pecado de Ananias e Safira (At 5.1-11)

O ofício de um profeta não era o de prever o futuro, mas sim revelar ao povo a vontade expressa de Deus de modo a proporcionar um profundo arrependimento em momentos de apostasia ou até mesmo consolo nos momentos de perseguição, mesmo que para tal ele revelasse o passado, presente ou futuro.




2.     A vida do profeta

Não se trata de uma regra, mas em geral os profetas eram pessoas solitárias que se dedicavam exclusivamente a transmitir a Palavra de Deus ao povo. Esse perfil é mais comum nos profetas veterotestamentários, razão pela qual se popularizou como padrão de profeta.
Em linhas gerais os profetas possuíam uma vida difícil haja vista a condição moral e espiritual do povo em diversos momentos da história de Israel. Nesse momento o Senhor enviava por meio deles uma palavra que, muitas vezes, provocava a ira do povo contra eles. Atentemos para o texto de Hebreus 11.36-38
E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.  Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados  (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.

Analisando as palavras grifadas acima podemos ter uma idéia de como era dura a vida dos homens e mulheres que se dedicavam ao ministério profético. Suas vidas estavam constantemente em perigo devido a seu ministério. Tanto no Antigo como no Novo Testamento encontramos vários registros de como esses homens sofreram em prol de uma causa que vai muito além de uma simples ideologia humana. Como diz as Escrituras (Jr 2.30; 1Rs 19.10; Mt 23.27; Lc 13.34; At 6.8-15; 14.19; 2Cor 11.23-25), muitos morrem, foram serrados, decapitados, mas nenhum abandonou seu ministério ou se vendeu ao sistema religioso de sua época. Aleluia!

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