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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Profetas, existem eles ainda hoje? - Parte VI


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 A contemporaneidade do ministério profético

Quando falamos no ministério profético contemporâneo encontramos como barreira principal o entendimento desse ministério ao longo da história do povo judeu. Os profetas desenvolveram diferentes funções e receberam diferentes conotações ao longo de sua história. A grande dificuldade é associarmos ao termo “profeta” aos diferentes trabalhos realizados por diversas pessoas ao longo da história. Devemos entender que a própria Bíblia é chamada de Profecia: sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação (2Pe 1.20). O próprio Jesus chamou a também chama a Bíblia de profecia: Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo. (Ap 1.3). Partindo do princípio que a própria Bíblia em si só é a maior profecia que Deus deu ao homem, logo todos os que são fiéis a ela são profetas do Senhor.
É bem verdade que muitos profetas do Antigo e do Novo Testamento foram instrumentos de utilizados por Deus para produzir sua Palavra, mas os profetas de hoje são apenas divulgadores dessa Palavra. Para entendermos melhor essa questão devemos analisar a estrutura religiosa do povo judeu na linha do tempo.


Como podemos observar na Antiga Aliança a estrutura religiosa do povo judeu consistia basicamente e quatro pilares: Os sacerdotes, os levitas, profetas e os escribas. Com a vinda do Messias (Jo 1.29), o sistema religioso passaria por uma reestruturação face a seu ministério, como disse João “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”. Com essa reestruturação os próprios ministérios seriam modificados para atender ao novo padrão cerimonial. Conforme nos mostra o apóstolo Paulo em Ef 4.11 “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. Novos ministérios foram criados por Jesus para melhor se adequar a Nova aliança. A grande questão é: se os que pastoreiam são chamados de pastores. Os que evangelizam são chamados de evangelistas e os que ensinam são chamados de mestres ou professores, por que os que profetizam em nome e pelo Senhor não podem ser chamados de profetas?
Devemos entender que o ministério profético ainda continua vivo e é de fundamental importância para a igreja do século XXI, pois como disse Salomão “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz” (Pv 29.18).
Devido a grande banalização dos vários ministérios dentro das igrejas ao longo dos anos, foram elitizando e “endeusando” determinados ministérios dentro das igrejas. Hoje se cria “semi-ministérios” dentro de nossas igrejas simplesmente por não entendermos o “Ide” de Jesus descrito em Mc 16.15. Hoje se criou o ministério de intercessão porque achamos que muitos não foram chamados para interceder. Criou-se o ministério de evangelismo porque entendemos que muitos não foram chamados para evangelizar, em fim, a elitização de determinados ministérios acabam inutilizando muitos subjugando a outros.



Devemos encarar o ministério profético de modo crescente e não pontual.  Cada profeta fez o melhor que pode dentro de seu tempo. Como profetas da igreja do século XXI devemos entender que estamos na terceira geração de profetas e que esse é o nosso tempo e que devemos fazer o melhor que podermos e, a exemplo dos que deram suas vidas em prol das verdades de Deus, não nos vendermos ao sistema religioso que ronda as igrejas de Cristo na terra.

Conclusão

Estamos chegando ao final de nosso trabalho e você pode está se pergunto: então todos na igreja são profetas? A resposta a essa pergunta é não. Conforme analisamos nas Escrituras e no estudo da palavra profeta na linha do tempo, o verdadeiro profeta é aquele que prega o verdadeiro evangelho, denuncia o pecado e não se vende ao sistema religioso que ronda as igrejas, caso contrário, não passaremos de freqüentadores de igrejas e jamais um profeta de Deus.
Ser profeta não tem nada a ver com falar em línguas ou revelar o futuro de pessoas ou acontecimentos. Ser profeta é simplesmente está apto a ouvir a voz do Senhor e a transmitir a todos quantos o Senhor nos mandar. Em muitos casos um profeta hoje só é reconhecido se ele falar o que o povo gosta de ouvir, distribuir palavras de prosperidades e viver revelando um pseudo futuro. Muitos dos que anunciam o evangelho hoje proclamando a volta de Jesus não são considerados como profetas. Não importa que título tenhamos, o mais importante e saber que estamos fazendo a vontade de Deus e contribuindo com a sua seara.


“E, respondendo ele (Jesus), disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão.”
(Lc 19.40)

Referências



1.     Bevere, John. Assim diz o Senhor. Rio de Janeiro. CPAD.2009
2.     BÍBLIA. Português.  Bíblia Ilumina. SBB. São Paulo. 2007.1CD-ROM
3.     BÍBLIA. Português.  Bíblia Online. Módulo Avançado 3.0. SBB. São Paulo. 2007.1CD-ROM
4.     BÍBLIA. Português.  Pentecostal. CPAD. Rio de Janeiro. 2007
5.     César, Éber M. Lenz. HGB – História e Geografia Bíblica. São Paulo. Candeia.2001
6.     Champlin, Russell Norman. Enciclopédia da Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo. Hagnos.2001
7.    Ellisen, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. São Paulo. Vida.2007 
8.  Joyner. Rick. O ministério profético. São Paulo. Shemá.2001

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