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quinta-feira, 16 de junho de 2011

D.I.P. - Domingo da Igreja Perseguida - Quando a Igreja Livre socorre a Igreja Persegida!

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D.I.P. - Domingo da Igreja Perseguida - Orando pelos cristãos secretos, Cooperando e Batalhando Unidos pela fé evangélica.


Filipenses 1: 27~30

A cidade de Filipos fica ao norte da Grécia. Conquistada por Filipe da Macedônia, recebe o nome de seu conquistador, Pai de Alexandre Magno (O Grande).

A forma de treinamento do exército de Filipe da Macedônia baseava-se na união da tropa, o que era traduzido no ato da batalha travada, quando estes soldados moviam-se de modo a serem um só instrumento de guerra, além do que,tais guerreiros eram tão bem treinados que um único combatente poderia vencer sem dificuldade três guerreiros do exército inimigo. Apesar de ter-se tornado um posto militar com privilégios especiais, Filipos da Macedônia primordialmente era uma cidade pequena, tornando-se em 42 a.C. uma importante colônia Romana.

“É bem melhor serem dois do que um, porque tem melhor paga o seu salário” (Ec 4:9); se fossemos resumir a história e característica do povo de Filipos, estaria muito bem sintetizada na frase do Pregador. A união fora, desde o princípio, o motivo do grande sucesso militar, político e agora espiritual dos moradores daquela antiga colônia Romana. A epístola redigida pelo Apóstolo Paulo, ultrapassa a forma de uma simples correspondência, na verdade, é de um conteúdo pessoal, de gratidão pelo compromisso espiritual dos Filipenses com sua necessidade e combate, manifesta em forma de colaboração e apoio presencial (1: 5, 2:25, 4:14~16, II co 8: 1~5), fazendo assim com que, mesmo só, o prisioneiro por causa do nome de Cristo se sentisse amparado, amado, cuidado e acompanhado em suas mais básicas necessidade e no seu bom combate.

Apesar do apoio dos Filipenses, Paulo dirige-se aos tais em caráter de urgência, pois visa uma ameaça iminente que poderia apagar o brilho destes a quem considera como sua coroa (4:1). Mediante o cárcere do Apóstolo Paulo, grupos judaizantes, ergueu-se para tornar o sofrimento de Paulo mais dolorido, pois objetivaram criar em Paulo, além das perdas físicas, sentimento de solidão, isto porque, os tais judaizantes agora apregoavam Cristo com o objetivo de ultrapassar o número de convertidos de Paulo e corromper a fé dos santos alcançados pelo Apóstolo dos Gentios (vv.15), porém, diante do foco paulino, tanto esforço tornou-se vão, pois Cristo sempre fora a bandeira do apóstolo, falar de Jesus era a vida de Paulo, custe o que isto custasse (vv.15~19); independente do que isto inferisse ao apóstolo, sua alegria estava completa, pois de um modo ou de outro, Cristo estava sendo pregado! Além do mais, sabia que, o Espírito do Senhor lhe libertaria de suas aflições, quer seja em vida, ou passando pela morte (vv. 19~20).

O que mais impressiona é que Paulo deseja acima de tudo a morte, pois ela não o afastará do seu Senhor, mas levará a conhecê-lo (vv. 23), entretanto a necessidade que percebe dos Filipenses em tê-lo para o aperfeiçoamento (vv.24), e assim declara que enquanto viver, sua vida será Cristo, atuará como seu escravo (vv.1), e que sua morte seria lucrativa, haja vista estar com o Senhor (vv.21). Devido a iminente ameaça de desunião que se aproximava dos Filipenses, Paulo relembra a comunhão, cooperação que mantiveram consigo, e como isto fez toda a diferença em seu ministério; ao lembrar de sua união à causa do evangelho, traz a memória pátria dos Filipenses a forma de luta de seus antepassados, os antigos Filipenses; a exemplo deles, os cristãos macedônicos teriam que lutar em completa e extrema união, por um motivo mais nobre e por um Senhor acima de todos que já conheceram, isto é pelo evangelho e pelo Senhor Jesus Cristo (vv. 27~30). 
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19 de Julho, Clame ao Senhor pelas Nações!

Essa exortação à união é claramente percebida no versículo 27, onde o Apóstolo Escravo pede que vivam de modo digno deste evangelho, o que exige uma cooperação, cumplicidade, união, etc. a forma que Paulo pede aos Filipenses a permanecerem em união, é através da luta – Lutando Juntos – o que denota a idéia que teriam que dispensar todos os esforços na causa de manterem-se unidos, como verdadeiros atletas, componentes de um time em prol das boas novas do Senhor.

A mensagem aos Filipenses, é que eles não permitissem que a desunião e o individualismo manchassem o brio de serem modelos de cidadãos do céu. Esta expressão “cidadãos” possuía grande significado para o morador de Filipos, pois, como Cidadão Romano, sabia o que era desfrutar do bônus de Ser assim considerado, como também compreendiam que para carregarem este título, teriam que viver, e passar pelo crivo para serem considerados como tais, que exigia algumas prerrogativas, responsabilidades e obrigações, porém, as exigências não podiam cegar o benefício de ser Cidadão de Roma, conquistadores e donos do mundo por eles conhecido. Do mesmo modo, afirma Paulo, que estes teriam que viver de forma a merecerem e poderem carregar o Título de cidadãos celestes (vv.27), unidos, em equipe (comunidade), com pensamentos e práticas conforme aprenderam segundo os ensinamentos do Senhor (3: 21; 4: 8~9).

Esta união em Cristo, vivendo dignamente como cidadãos do céu, gera nos Filipenses a falta de medo dos opositores; a equipe em prol do evangelho não podia se intimidar diante do adversário, sua união os tornava intransponíveis e invencíveis à qualquer adversário, mesmo que a morte pudesse ser o resultado deste destemor pela oposição, Paulo desperta nos Filipenses a esperança da salvação (vv.28); o medo é jogado fora diante do Redentor! Sua salvação é mais que qualquer ameaça ou tribulação, ou como disse Paulo: essa leve tribulação (II co 4:17~28), tende à produzir nos servos do Senhor um sentimento controverso; ao invés de medo, acovardamento, esquiva, a perseguição produz esperança (Rm 5: 3~5; II Co 4: 17~18); esta esperança está focada na salvação do Senhor (vv.28).

O Interessante é que, esta esperança está tão ligada à união – equipe do evangelho – que podemos afirmar como igreja, que somos coagidos a nos unir, combater e esperar juntos a salvação no Senhor (vv.28b), pois Paulo afirma que diante de seu sofrimento, Deus moveu os Filipenses a pregarem com ousadia e destemor o Evangelho de CRISTO (1:14). Como escravo (1.1), Paulo sabia que o seu sofrimento também contribuía para o crescimento da Palavra do Senhor, e que era um privilégio sofrer por Jesus. A união produz destemor e a salvação do Senhor joga fora todo medo.

No versículo 29, vemos Paulo, embora preso, animar e ensinar aos Filipenses estas verdades. O Apóstolo faz uso da Palavra Graça que do original implícita um favor não merecido, o que Paulo afirmava, é que agora eles viviam em Cristo por Graça, tinham que entender que esta mesma Graça é aplicada em sofrer (padecer) por Cristo; É um privilégio para um cidadão do céu padecer por seu Senhor, já que nem viver, nem padecer por Ele merecíamos! No versículo 21 nos adianta esta verdade através da máxima: ...“O viver é cristo e o viver é lucro”! isto é inferido aos Filipenses, que travam uma luta com opositores do evangelho (judaizantes), e sofrer por Jesus, passa a ser uma sentença certa! Por isso deveriam encarar essa resistência a um favor do Eterno, padecer com Cristo é um privilégio! Esse privilégio vale tanto a vida (em Cristo) como à morte: do contribui para o bem dos que amam a Deus (Rm 8:28), que não andam indignamente segundo à carne, mas permanecem no Espírito.

Agora unidos, destemidos, esperançosos na salvação do Senhor cônscios de que, pela preciosa Graça de Jesus, eram privilegiados tanto de viverem quanto de morrerem por Jesus, Lembra que tanto o redator da quarta, aprisionado, ameaçado de morte, longe do convívio dos Irmãos, quanto eles (livres), aconchegados em sua província, mesmo assim, a luta de ambos – Paulo e os Filipenses era a mesma batalha! Por isso, O apóstolo contribuía com suas instruções e os Filipenses com suas cooperações, a Koinonia – comunhão – estava implícita naquele momento; tinham tudo em comum, preocupados com Paulo supriam suas necessidades, arriscavam suas vidas e segurança a fim de cuidar da Igreja aprisionada; por sua vez, Paulo escrevia-lhes preocupados com suas vidas em Cristo, comunhão e amor mútuo, consideravam-se inferiores aos outros, e que tudo que tinham, era de propriedade do próximo (2: 1~4)

Paulo era um missionário, tinha um coração voltado às necessidades dos irmãos necessitados, não se acomodava mediante a necessidade daqueles a quem ele amava; de igual modo vemos os filipenses com coração idêntico; enquanto o prisioneiro os acompanhava tutorialmente por correspondência, estes cooperavam na divulgação do Evangelho, na atenção, no afeto na voluntariedade (1: 5; 2: 25; 4: 14~16; II Co 8: 1~5). Estas características marcavam os filipenses. Tinham um coração missionário na cooperação e no evangelismo local diante das aflições de Paulo, falando ousadamente e sem medo do evangelho de Cristo; havia uma preocupação pelo sofrimento, e isto movia a pena da Caneta e as mãos generosas para a colaboração!

Hoje temos nossos “Paulos” aprisionados, oprimidos, perseguidos, e que de igual modo pregam com ousadia este evangelho, pois vivem plenamente por Cristo e desejam muito mais estar com Ele! Estes cristãos que vertem seus sangues e derramam suas vidas para o crescimento desta Palavra, para a expansão do evangelho ainda nos escrevem hoje e nos dizem: não temam!

O que falta saber, é se nós assim como os filipenses, estamos sendo voluntários, cooperadores e se de fato somos úteis no que diz respeito pelo combate, se estamos enviado “Epafroditos” que colaborem e levem nossas colaborações a estes que, assim como Paulo, manda-nos um simples recado: Orem Por Nós.

Temos a Oportunidade de não apenas orar pelas necessidades de nossos amados irmãos, mas pela graça de Deus, somos convidados não apenas à viver, mas também padecer com Ele, e saber que a Batalha não é apenas da Igreja perseguida, mas da Igreja de Cristo espalhada em todo mundo. Está na Hora de levantarmos nossas armas e combater unidos, sabendo que Cristo nos concede o privilégio de padecermos por Ele e confiarmos na sua Salvação, quer seja em vida, quer seja em morte. Temos que COOPERAR com missões, cultivemos a ousadia em falar do evangelho.

Ser Igreja é desenvolver o mesmo sentimento que houve em CRISTO (Kenosis:1~8), esvaziamento do eu, das preocupações, e comecemos a nos preocupar com nosso próximo, com a igreja, conosco mesmos – em Cristo somos um! Permanecendo Firmes no Senhor e assim possamos refletir como luzes diante da escuridão. 


Palavra Ministrada no D.I.P. - Assembéia de em Jardim Paulista Baixo, Paulista, Pernambuco-PE, Organizado pelo Ir. edilson, Dirigente do Grupo de evangelismo Noturno Palavra da Vida, no dia 15/06/2011 (Quarta-feira)

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