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O Conselheiro Cristão e a Cura Interior


O diálogo, pode-se dizer, é o primeiro passo para uma interação entre conselheiro e aconselhado, que venha demonstrar proveito para os fins desejados, queira isso significar tanto para o crente como para o descrente uma importância vital no tratamento das doenças psicossomáticas, neuróticas e psicopatias, elevando os termos ao nível teo-filosófico, Doenças da Alma.

É fato em nossa época, a existência de doenças mentais que trazem ao físico um reflexo em forma de disfunções, males e doenças que prejudicam e comprometem o que entendemos por saúde; tais doenças trazem um desafio mediante a competência científica na resolução de tais distúrbios psíquicos, já que, ramos da psicologia moderna como a psicanálise, tendem a aprofundar-se na mente humana, porém, perde-se na complexidade do envolvimento entre organismo e espírito, já que para nós conselheiros, a Psiquê, não se trata apenas de sentimentos quimicamente manipuláveis, mas envolvemos e sabemos que essa tal psiquê trata-se daquilo que a bíblia constantemente chama de alma, o que exige deste conjunto (unidade) psicossomático chamado homem, um posicionamento específico diante da palavra de Deus, ou seja, Obediência. Essa atitude humana permitirá a Deus uma intervenção direta no seu problema psíquico, trazendo a este sua conseqüente cura. Pelo simples fato da sua palavra ir até a divisão da Alma e do Espírito, e por ele ser o único que esquadrinha o coração do homem (I Cr 28:9; Sl 10:15, 26:2, 44:21, 139:3; Pv 20:27; Rm 8:27; I co 2:10; Ap 2:23), à Este sim, o impossível tornasse possível.



É justamente nesta etapa que o papel do conselheiro entra como uma luva no problema. Sabemos que apesar de existirem profissionais bem formados, a ciência humana nunca será apta para solucionar o problema, podendo por vezes, com muita eficácia diagnosticá-los, contudo, a solução mais próxima da ciência, seria fazer este indivíduo encontrar a própria cura para seu mal (Psicólogos e Psicanalistas), e quando não, quimicamente se manipularia (Psiquiatras) o paciente, ao ponto deste livrar-se do problema, porém, adquirindo outro na dependência do produto receitado. Com o Aconselhamento, o paciente será apresentado ao evangelho, que pode (parafraseando Pr. Silas Malafaia) “Apagar seu passado, transformar seu presente, e projetar seu futuro” (adaptado). Como responsáveis em nortear os que assim necessitam, o Conselheiro tem, acima de tudo, que crêr no poder restaurador do evangelho, confiar que Deus pode usá-lo como instrumento estratégico para levar um rumo ao momento em que aquela vida está vivendo. Uma vida regada ao estudo da Palavra, oração e comunhão com os irmãos, são fatores cruciais no tangente ao envolvimento do conselheiro com o corpo de potenciais aconselhados, o que gerará aproximações cada vez mais simplificadas (descomplicadas), e abertas à exposição de problemas por conta da confiança adquirida na figura do conselheiro. Consequentemente numa possível consulta isso facilitará uma definição e diagnóstico, bem como a indicação para uma real Cura do problema Interior.

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